Sunday, November 05, 2006
Friday, November 03, 2006
Sou só eu a achar isto ou...
... é mesmo verdade que o programa A Revolta dos Pastéis de Nata evoluiu de um formato razoavelmente mediano para uma coisa perfeitamente estúpida, sem ponta por onde se lhe pegue e com momentos de alegado humor que chegam a roçar o insulto à inteligência das pessoas?Tendo em conta o público que adorna o estúdio durante as emissões, e analisando o aparente sucesso do programa, arrisco uma constatação: esta fasquia de registo humorístico satisfaz uma certa juventude portuguesa que, não se revendo na boçalidade de um Fernando Rocha, também não é possuidora de bases que lhe permitam rir de tudo o que vá para além da piada fácil, do óbvio, da patetice pela patetice, da banalidade...
Em suma, meus amigos, eis-nos perante a antecâmara da próxima geração de Malucos do Riso. Bastará esperar pela década de 20 do século XXI para confirmar esta teoria. É certo que, nessa altura, as meninas e os meninos queques que hoje compõem o público deste programa já não serão tão jovens, recém-licenciados e, por isso, tão dependentes do dinheiro dos papás para ter a camisa da Ralph Lauren ou conduzir o jipe, o Audi ou o BMW da moda. Mas continuarão, invariavelmente, a sentar-se em frente à TV no final do jantar, para rir da piada fácil, do óbvio, da patetice pela patetice, da banalidade...
Vai uma aposta?
Helter Skelter
Claramente influenciado por uma série manhosa que ontem tive o desprazer de acompanhar por momentos na RTP1, hoje não consigo tirar da cabeça os primeiros momentos de uma das minhas músicas preferidas dos Beatles.É nestas alturas que tenho pena de que a vida não seja como os musicais. Isto porque acredito que se desatar a gritar a letra aqui no trabalho, é mais provável ser despedido do que ser acompanhado pelos colegas numa coreografia perfeitamente coordenada, mesmo sem ensaio prévio...
When I get to the bottom I go back to the top of the slide
Where I stop and turn and I go for a ride
Till I get to the bottom and I see you again
Yeah, yeah, yeah
Do you don't you want me to love you
I'm coming down fast but I'm miles above you
Tell me tell me come on tell me the answer
and you may be a lover but you ain't no dancer
Go helter skelter
helter skelter
helter skelter
Yeah, hu, hu
helter skelter
helter skelter
Yeah, hu, hu
Tuesday, October 31, 2006
Criticas
Após mais de quatro anos com o chamado writers block, ou no meu português - preguicite aguda, senti novamente vontade para debitar sobre filmes. Talvez devido a este último projecto trissómico ou mais para poder parar com a conversa do tentei, consegui, parto para outra, lá me submeti ao teste de forma a poder figurar, de novo, entre esses tubarões-escribas da 7ª arte!Que engano! Embora qualquer outra publicação contenha uma página que seja com as cartas dos leitores, na elite cinéfila já não são permitidas as opiniões de quem os lê. Apenas lhes é permitido fazer perguntas que qualquer pesquisa na net responde, ocupando assim páginas de informação extremamente úteis. Sim, as tão ansiadas respostas àqueles enigmas do cinema, só a Premiere pode dar, no consultório de Criswell, claro. As moradas dos famosos, as datas das estreias, a resposta àquele filme em que ela estava vestida assim e fazia assado e tantas outras pérolas. Ou talvez, sejam valores publicitários que mais alto se levantam e impedem que pequenas inicitiavas como esta, desenvolvam certos espíritos letárgicos ansiosos por aquele empurrão.
Resta-me regressar ao opinanço habitual neste blog e deixar a 7ª arte bloqueada mais uma vez.
Quanto ao Sr. Director Jorge Viera Mendes, agradeço o mail que, com toda a publicidade que aproveitou para introduzir nele, àcerca das novas iniciativas desta revista, salvou-se isto:
"Caro leitor, por razões de espaço não temos publicado críticas do leitor.... (...) Cumprimentos".
Nem sequer um cantinho ao lado desse grande vulto Somsen?!
P.S. - Vou retribuir o favor ao Sr. Director! Agradecer a resposta, aproveitando para publicitar esta nossa casa!:)
Experiências - Gymnopédie Nº. 1 (Furniture music)
Aqui não há embate possível... Dando claramente a vitória ao pai Satie, ISAN consegue, no entanto, a mesma caixa de bailarina, o tão gentil som para adormecer os petizes.
Ambas suaves peças de música, de uma beleza atmosférica e elegância etérea, que nos fazem sentir que nem estamos a ouvir música... faz parte... apenas.
Monday, October 30, 2006
Sunday, October 29, 2006
Premiere
Como é hábito, a Humanidade está a um passo da sua própria extinção. Desta vez, o problema é a infertilidade.Classificado de ficção-científica (apenas por se passar em 2027) e baseado no romance de P.D.James, Cuarón apresenta-nos uma distopia, num futuro não muito distante, mas muito reconhecível, realista e convincente. Um drama por antecipação, mas um thriller de acção.
Após mais um caso peculiar de fama, com o mundo todo em consternação e desespero, surge um "milagre" que poderá evitar que mais casos destes surjam. Clive Owen, afasta por momentos a garrafa de whiskie e, com a ajuda de Michael Caine, o patriarca da marijuana, somos guiados para o Amanhã.
Num futuro Orwelliano, caracterizado por um controlo social opressivo, de índole de extrema.direita, os risos das crianças são substituídos pelo miar e ladrar daqueles que tomaram o seu lugar. A violência aí existente surge, por vezes, sem se esperar e faz-nos reagir tal a brutalidade visual. De câmara ao ombro, numa impressionante long-shot de guerrilha urbana ou numa emboscada, Cuarón filma o detalhe futurista da cinematografia de Lubezki. Os pormenores, referências e toda a informação estão presentes em cada cena, mas sem o exagero visual de ter que enfatizar Londres daqui a duas décadas. Um local soturno e não a sofisticada utopia que sempre sonhámos, embora com uma lindíssima luz natural de tonalidades azuis pálidos e cinzentos.
Com um elenco de luxo, Julianne Moore e Chiwetel Ejiofor, sobressai a presença de Caine que é a única personagem, a par do local onde vive, que transmite alguma alegria e luz a um filme sombrio. De realçar igualmente uma banda-sonora estranha, mas eficaz, onde surge Roots manuva como o representante musical da revolta.
No final, impõe-se a pergunta: quando toda a esperança se perde, pode um bater de coração, uma única pessoa fazer a diferença? Neste filme faz, sente-se essa mensagem subtil durante o tempo todo, por mais incerta que seja. Por isso, também a minha mensagem final é de esperança, por mais filmes honestos como este. Aos outros, já dizia Caine: "Pull my finger!"
Após mais um caso peculiar de fama, com o mundo todo em consternação e desespero, surge um "milagre" que poderá evitar que mais casos destes surjam. Clive Owen, afasta por momentos a garrafa de whiskie e, com a ajuda de Michael Caine, o patriarca da marijuana, somos guiados para o Amanhã.
Num futuro Orwelliano, caracterizado por um controlo social opressivo, de índole de extrema.direita, os risos das crianças são substituídos pelo miar e ladrar daqueles que tomaram o seu lugar. A violência aí existente surge, por vezes, sem se esperar e faz-nos reagir tal a brutalidade visual. De câmara ao ombro, numa impressionante long-shot de guerrilha urbana ou numa emboscada, Cuarón filma o detalhe futurista da cinematografia de Lubezki. Os pormenores, referências e toda a informação estão presentes em cada cena, mas sem o exagero visual de ter que enfatizar Londres daqui a duas décadas. Um local soturno e não a sofisticada utopia que sempre sonhámos, embora com uma lindíssima luz natural de tonalidades azuis pálidos e cinzentos.
Com um elenco de luxo, Julianne Moore e Chiwetel Ejiofor, sobressai a presença de Caine que é a única personagem, a par do local onde vive, que transmite alguma alegria e luz a um filme sombrio. De realçar igualmente uma banda-sonora estranha, mas eficaz, onde surge Roots manuva como o representante musical da revolta.
No final, impõe-se a pergunta: quando toda a esperança se perde, pode um bater de coração, uma única pessoa fazer a diferença? Neste filme faz, sente-se essa mensagem subtil durante o tempo todo, por mais incerta que seja. Por isso, também a minha mensagem final é de esperança, por mais filmes honestos como este. Aos outros, já dizia Caine: "Pull my finger!"
Saturday, October 28, 2006
Na Gaveta...
Estranho aquele que afirma ser "o mais triste de todos os livros". Se a uns faz sofrer, a mim faz sorrir. Quixote não é nenhum Dostoievskiano. Se o fosse andava por aí a bater com a cabeça nos moinhos. Como não é passeia-se alegremente pelo alheamento. E se aqui me revejo, ainda digo que sou mais Sancho!
Agrada-me a capacidade argumentativa do Pança com o Homem da Mancha! Gosto da sua representação dos mais diversos tipos de personagens, desde o ignorante do povo, passando pelo espertalhão e altamentente conhecedor de todo o tipo de rifões apropriados a todo o tipo de ocasião, até ao conselheiro e sábio, cheio de experiência e perspicácia.
E depois, para a tertúlia, como disse Quixote a Dulcineia... fomos folgar cas donzelas!
Friday, October 27, 2006
Thursday, October 26, 2006
OPA À OPA!
OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPA OPÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Experiências - 4
Suporte vídeo-áudio para este primeiro embate!
No topo norte, Aphex Twin, a máquina, pesando toda a carga original do som que produz, secundado por David Firth que capta o momento para mais tarde recordar!
No topo sul, Alarm will sound, equipa-cover de 20 elementos capazes de ripostar qualquer ataque de metrelhadora electrónica com um pulsar frenético mas seguro de todos os seus clássicos instrumentos!
Quem sai vencedor?
Apenas digo... que espanto de bateria!
Wednesday, October 25, 2006
Tribalismos
Se há alguém que atribui integral sentido à noção de heterotopias estéticas utilizada pelo filósofo italiano Gianni Vattimo são estes rapazes nova iorquinos com uma sonoridade caracterizada pela mais elevada coerência ao nível da fusão. A música deles é o mundo de hoje! De regresso ao tribalismo, já há muito escrito por McLuhan. Coisas
Dois grandes registos aqui deixados pelo Quim e pelo Jorinhs, apenas te faltou referir o inolvidável Black Earth, dos Bohren, Jorinhs. De qualquer forma, obrigado!
Anda tudo louco?
Depois do Prado Coelho, o Miguel Sousa Tavares.
O primeiro, acusado de plagiar um artigo de opinião de um cronista brasileiro. Supostamente teria adaptado um texto de João Ubaldo Ribeiro para a realidade portuguesa, assinando o mesmo como sendo de sua autoria na habitual crónica do Público.
O segundo, acusado de plagiar parágrafos inteiros do livro «Freedom at Midnight», de Dominique Lapierre e Larry Collins, limitando-se a traduzi-los e a integrá-los quase na íntegra no aclamado «Equador».
Dois denominadores comuns:
- as acusações têm por rosto o anonimato da net e da blogosfera;
- ambos os visados negam as acusações de que são alvo.
O Prado Coelho diz que não está para se chatear com o assunto e que nada vai fazer (segundo parece, o texto que alegadamente teria assinado/copiado jamais foi publicado no Público). O Sousa Tavares ameaça com processos e diz que desconfia do autor do blogue que denunciou a situação (http://www.freedomtocopy.blogspot.com/).
Aguardam-se os desenvolvimentos.
Goo
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