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Saturday, August 16, 2008

Um reparo

No meu último post, como referência, surgiram apenas os pós-modernos com óculos de massa que, para citar Bourdieu, têm como habitus a reprodução de um gosto, de um estilo, de uma tendência ou qualquer coisinha mais que eles queiram. Com isto o sociólogo francês quis provar que a estética, desmistificando a teoria de kant, não tem nada a ver com o génio individual de um artista em particular, mas com uma construção social que cria um determinado estatuto a quem dela se apropria. Mas, para o caso, e como estamos a falar da Radar, até é um desperdício estar a evocar um dos nomes cimeiros da intelectualidade francesa do último século, pois o que eu queria mesmo referir, e peço desculpa aos pós-modernos com óculos de massa, é que a tal lista também contempla jovenzinhas depressivas, sensíveis e, que na sua deriva neurótica, cortam superficialmente os pulsos para chamarem a atenção de meio mundo. Basta pegar no caso de Damien Rice e percebemos que essas jovenzinhas também estão na rota dessa grande rádio que, em Portugal, dita todas as grandes tendências. Posto isto, voltarei a uma análise da Radar em ocasião oportuna.