Monday, April 26, 2010

Ali em baixo, entre um cigarro e a espera

Ouvi-a de passagem e abrandei o passo.
"A vida cabe-lhe num saco de plástico", atirou ela, num tom que balouçava entre o ríspido e o alcoviteiro.
A amiga anuiu, com um grunhido imperceptível, enquanto compunha o meio palmo de badocha que, qual Papillon, celebrava a fuga ao jugo das calças e da t-shirt que as mais elementares regras da física sugerem ter deixado de servir há quatro primaveras.
"Num saco de plástico", insistiu, antes de soltar um enfadado "é um triste...".
Isto passou-se há duas horas e ainda estou a pensar nesta semântica existencialista. Convenhamos: Não há substantivo concreto ou abstracto que resista a uma conclusão destas. Quando a vida nos cabe num saco de plástico, sabemos que falhámos nalgum momento do nosso trajecto. Nem falo dos bens materiais, que esses um gajo acaba por perceber que são só um paliativo para as dores do caminho. Falo dos outros bens, das coisas que um gajo constrói, o passado, as memórias, os sentimentos, as alegrias, tristezas, arrependimentos, expectativas... Porra!, num saco de plástico?!
Não fossem as três escarretas que atirou para o chão num tempo recorde de 20 segundos, era gajo para ter-lhe pedido algumas coordenadas filosóficas. Não pedi. E agora estou para aqui a pensar nisto.

Friday, April 09, 2010

Wednesday, April 07, 2010

Mais uma Marquis... a do Pigeon House

Entre dois fetos


Between Two Ferns With Zach Galifianakis: Natalie Portman from Between Two Ferns

Ver os oito episódios, todos têm questões brilhantes e uma dificuldade extrema nos nomes dos convidados, no entanto a melhor pergunta foi feita a Natalie Portman:
- "You shaved your head for V for Vendetta... did you also shaved your V for Vagina?"
Lindo

Monday, April 05, 2010

Saturday, April 03, 2010

Thursday, April 01, 2010

Tuesday, March 23, 2010

Tuesday, March 09, 2010

Saturday, March 06, 2010

Malik El Djebena

Algures a meio caminho entre o retrato prisional e a máfia, Audiard liga a vivência de cada um desses microcosmos e apresenta-nos um retrato fiel, duro e cruel de realidades que, no fundo, não são muito dispares.
Realista na violência como na sua antecipação, espera ou incerteza, sustenta-se e bem na realidade social actual, nos conflitos étnicos e raciais e até no tipo de herói, ambíguo, moralmente dúbio e ligeiramente estereotipado - "o outro" seja para quem for.
No fundo, após a adaptação à sociedade pós-terrorismo global instaurada, à consideração do que é a multiplicidade étnica na violência ou, talvez, de como o mundo sempre foi assim. De um lado os muçulmanos, do outro os corsos, do outro os africanos. Esta, queiramos quer não, é a era dos Muçulmanos ou pelo menos de... Tahar Rahim.