"Parfois je pense ; et parfois je suis." - Paul Valéry
Monday, October 09, 2006
Svengali...
Disléxico...
Saturday, October 07, 2006
Deprê!
"You have cum in your hair and your dick is hanging out!"
Como se pode ver pelo título, uma das suas mais bonitas baladas, esta figura é um notável songwriter (que diabo, há que dar crédito a um autor que assinou uma canção assim)! E, embora nas suas diversas encarnações - Palace, Palace music, Palace songs, ou com o nome de baptismo, Will Oldham, é como Bonnie 'Prince' Billy que lhe edifico um culto de farol da folk intimista e lo-fi agarrada à lenda, assombração bíblica e poeira western.As palavras, a lentidão com que as canta, a aspereza de cada instrumento... nada mais se consegue descrever, só ouvindo!
I see a darkness...
Deutshe Welle - International weblog awards 2006
E porque temos consciência do nosso valor, com objectivos definidos e traçados, damo-nos a conhecer através da competição profissional. Qual Liga dos Campeões! As condições estão reunidas para nos darmos a conhecer como uma superpotência Europeia e, quiçá, atingir a consagração Mundial, através de todos os PALOP's espalhados por esse mundo fora!Vamos à conquista, respeitando sempre os adversários e à evolução insuspeita de alguns supostos out-siders que pretendem arrombar o círculo de favoritos e colocar-se em posição de nos baralhar as contas! Não cederemos! Somos um grupo unido, não há cá individualidades (se não contarmos com os nosso alter-egos, duplas e triplas personalidades e esquizofrenias de bolso)!
A causa trissómica terá agora um rearranque! Seremos uma equipa de ataque! Apelo à intervenção mais constante do único peso-pesado (O Gordo!), para que possamos recuperar alguma da maturidade fundamental neste longo percurso que terá como final o apuramento para o pódio! E como eu gosto de troféus!;) A esse regresso, daremos outras garantias com o sempre acréscimo substancial de classe, qualidade e jogo adulto dos restantes!
A abordagem a esta modesta mas não insignificante competição, vai processar-se num ambiente do mais vincado optimismo. E não serão as contigências que nos rodeiam no nosso dia-a-dia (inferioridade númerica por vezes, défice mental e físico - a vulgar tendinite) ou menoridades exibicionais aqui postadas por esta nossa Selecção que nos irá travar!
Erros serão cometidos! Mas só pedimos uma arbitragem justa e imparcial! Quanto ao resto, daremos a volta e faremos o que temos de fazer. Os níveis de motivação estão no alto e os índices anímicos também! Seremos serenos, concentrados e astutos no plano técnico-táctico, porque quem não souber abordar este jogo arrisca-se a sair da competição sem glória e pela porta pequena!
Pensemos post a post! Recomenda-se arte e engenho e sangue frio na concretização! E que isso não nos impeça de elevar a fasquia, louvar a fartura de posts, domesticar os comentários e, sem concessões, tentar a goleada!
A vitória já é nossa!;)
OK, GO
Não, não é pela música. É pela capacidade inventiva na feitura de um videoclip que se alcança o sucesso. A complexa coreografia foi criada pela irmã do vocalista e procura-se, desde já, quem tome o seu lugar e se junte aqui aos três contributores deste blog para recriarmos tão magnifíco momento num só take!
Não, não é pela música. É pela capacidade inventiva na feitura de um videoclip que se alcança o sucesso. A complexa coreografia foi criada pela irmã do vocalista e procura-se, desde já, quem tome o seu lugar e se junte aqui aos três contributores deste blog para recriarmos tão magnifíco momento num só take!
Inscrevam-se, pois aguardam-nos exaustivas audições...
Spin - Giró-disco, toca diferente!
Procuro a minha curta preferida que vi na 2, no programa do género, sobre um olhar entre um casal numa viagem de metro que, devido aos medos citadinos, tão comuns nas grandes cidades, aliada a uma paranóia deliciosa e, enfim... porque ambos se deslocavam para o mesmo local, desencadeia uma perseguição stalkeriana de proporções desmedidas.. quem conhecer, que ajude!
Entretanto, entretenham-se com o que Beck há muito pregava: "Two turntables and a microphone", neste caso "Two turntables and a time machine"! Ah... e God is a DJ!:)
Quem quiser saber mais... http://www.doubleedgefilms.com/
Procuro a minha curta preferida que vi na 2, no programa do género, sobre um olhar entre um casal numa viagem de metro que, devido aos medos citadinos, tão comuns nas grandes cidades, aliada a uma paranóia deliciosa e, enfim... porque ambos se deslocavam para o mesmo local, desencadeia uma perseguição stalkeriana de proporções desmedidas.. quem conhecer, que ajude!
Entretanto, entretenham-se com o que Beck há muito pregava: "Two turntables and a microphone", neste caso "Two turntables and a time machine"! Ah... e God is a DJ!:)
Quem quiser saber mais... http://www.doubleedgefilms.com/
O génio da literatura

Parece estranho olhar para ele e nunca nos determos na singularidade da sua expressão, como se ele estivesse sempre a olhar para nós e, no entanto , estivesse a focar outro ponto, em algo que ninguém mais veria, ou se o visse, seria sempre de uma forma mais abreviada. Porque ele viu um século inteiro, escreveu a obra mais importante do séc. XX e, quando nos vemos adolescentes a pedi-lo na biblioteca, a funcionária franze o olho e repara em nós como excêntricos que o querem ler para desculpar a pretensão do que nunca viremos a ser, ou melhor, do que no fundo ela nunca quer que nós sejamos, porque afinal é um percurso penoso, um percurso para nenhum filho, mas que cabe a um e só um relatar a experiência fatídica e monótona de um século, o século dos funcionários.´
Nota: todos os meus textos de fim de noite são ponderados pela embriaguez, por isso, peço desculpa, ou não...
Wednesday, October 04, 2006
Política
Bem sei que não tenho por hábito expor aqui as minhas opiniões políticas. Faço-o, sobretuto, porque não gosto de andar a mandar bitaites sobre aquilo que é a posição subalterna da política portuguesa em relação àquilo que se vai passando no mundo, e mais, não tenho por propósito fazer aqui de Saraiva, de Delgado ou de Pereira nem andar a comentar manobras ministeriais e parlamentares bem ao estilo de Clara Ferreira Alves com o seu ar de uma gravidade que anda nos antípodas do seu pensamento.
Há, no entanto, questões amplas que se me colocam e uma delas é perceber até que ponto a direita é séria quando defende a manutenção de determinados costumes ou valores quando é precisamente o seu ideário económico o principal responsável pela erosão desses mesmos valores. Talvez não seja uma questão de seriedade, nem poderemos apontar a Paulo Portas o defeito de ser estúpido, talvez, isso sim, o de ser hipócrita e cínico. Quanto à base social da direita em Portugal, essa reflexão ficará para outro dia.
Tuesday, October 03, 2006
Devoções
O meu amor a estas coisas fez-me andar a perder algum tempo a acrescentar links de editoras portuguesas e de alguns sites de escritores que fui encontrando. Quem quiser que acrescente...Abraço! E alguns posts também não fariam mal a ninguém. Nota: Os escritores dos referidos sites encontram-se vivos porque como devem compreender é um pouco difícil havê-los de gajos que já estão mais do que mortos...apenas fisicamente, claro!
E aproveito a ocasião para homenagear João Gommer Vilaça cuja obra "Rodopios de um Fósforo Louco" marcou muito ao de leve a minha infância.
Façam-me só uma coisa, não sejam cretinos ao ponto de ir procurar o grande Gommer Vilaça no Google, s.f.f.!
Friday, September 29, 2006
A importância da análise externa
Vamos logo ao que importa. O que se impunha nas questões levantadas aqui e aqui é que existisse um Bourdieu que fizesse uma espécie de "As Regras da Arte" do meio literário português. Um Pierre Bourdieu, repito, e não um João Pedro George que quando foi ao programa do Francisco José Viegas mostrou-se claramente confuso e titubeante quando teve de explicar do que trata realmente a sociologia da literatura. Porém, no meio de tanta hesitação ainda conseguiu criticar (brilhante, João!) o conceito de campo que, por definição, tem um alcance heurístico vastíssimo.
E o propósito de estar a evocar para esta questão um sociólogo e não um crítico literário prende-se com duas ordens de razões:
1 - Bourdieu utilizou o conceito de campo e de "habitus" (as disposições dos actores a partir da posição que ocupam num determinado campo social, seja ele económico, cultural ou político) de modo a analisar as regras do jogo dentro de um determinado campo social, neste caso concreto, o literário;
2 - Bourdieu ao fazer uma análise externa da criação das obras literárias em França desmistificou a ideia do génio criador (o que não é claramente o caso de LMR), realçando, e enuncio aqui em termos básicos, que a emergência de uma obra ou de um autor é toda ela determinada por condições externas à obra e que se trata, antes do mais, de um jogo de forças levado a cabo pelos actores situados dentro de um determinado campo social de modo a colocar-se um autor no centro ou na periferia desse mesmo campo. Como se pode depreender facilmente, este tipo de pensamento causou mau estar nos meios ligados à criação e à cultura em França, pois foi precisamente colocar em causa tudo aquilo que conferiu ao longo dos tempos um estatuto de excepção aos artistas e escritores, a saber, a aura que lhes era conferida pelo génio da obra.
Assim sendo, e querendo ser muito breve, volto a reiterar que relativamente à obra de Luís Miguel Rocha, o que se impunha não era de facto um esclarecimento sobre o valor da obra em si, a verdade incómoda que este tanto faz gala em anunciar, mas sim, uma análise externa que nos permitisse perceber quais são as "forças" e os jogos de "forças" que permitem que aquilo que deveria estar na periferia, de novo Luís Miguel Rocha, passe assim de repente para o centro do campo. A presença na apresentação do livro de uma figura tão proeminente do meio literário e dos meios de comunicção social portugueses como o é Francisco José Viegas (e eu que tanto te admiro!) é bastante elucidativa e esclarecedora relativamente àquilo que quero dizer e, assim sendo, faz-nos perceber que um campo, o literário, vai buscar uma figura central de dois campos, o literário e o mediático, para conferir qualidade (o que duvido) e visibilidade (o verdadeiro propósito da coisa) a um livro que não andará muito longe do horizonte de Jean Baudrillard quando este se refere aos livros de supermercado numa das suas obras capitais, A Sociedade de Consumo. Todas as questões aqui levantadas importariam ser analisadas para que daí fosse possível sinalizar e compreender todo o esforço de bastidores que de certeza foi levado a cabo por LMR para que do nada já surja com a aura, que no caso dele é pérfida, de escritor. E digo tudo isto para homenagear Bourdieu e para que não nos esqueçamos que " La sociologie est un sport de combat".
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