Sunday, October 14, 2007

Posse

o problema é sempre o tempo que passa. por voltas e voltas que dê à cabeça, não chego a outra conclusão. o problema é sempre o tempo que passa. ou não.

Thursday, October 11, 2007

Wednesday, October 10, 2007

Nomes

gosto de Alfredo Bruto da Costa. do nome, claro. o homem não conheço. só de nome. Alfredo Bruto da Costa é presidente do conselho económico e social. e salta a primeira piaducha: o secretário-geral deste órgão acode pelo nome de César Estúpido dos Santos?

é inevitável. peço desculpa, sei que isto resvala um pouco para o batanete, mas é inevitável. se o ouço na rádio, se o leio nos jornais, se o vejo na televisão... sejamos francos, o cérebro reage sempre quando nos deparamos com o nome Afredo Bruto da Costa.

podia dar-se a feliz coincidência de o nome Bruto ter sido conjugado com outro qualquer. um que provocasse ruído na dicotomia. que não fosse "sexy" no apelo à conjugação. por exemplo... Benevides. Afredo Bruto Benevides não soa. se calhar tratá-lo-iam só pelo primeiro e último nome. Alfredo Benevides. mas com um Costa a seguir a Bruto... quem é que no seu perfeito juízo perde a oportunidade de dizer Afredo Bruto da Costa num contexto em que isso faça sentido? Convenhamos: até sabe bem dizê-lo. parece que alivia.

poderia haver, com certeza, outra enorme variedade de nomes igualmente ridículos. podemos testar alguns. José Cretino de Vasconcelos. Rodrigo Idiota da Silva. Alexandre Parvo de Magalhães. Júlio Labrego de Ramalho e Burnay. há uma infinidade de hipóteses. todas elas patéticas. e era bom que estes senhore existissem de facto. que andassem por aí. animavam a vida social, os noticiários, a vida às pessoas.
mas a verdade é que nenhum existe. já Alfredo Bruto da Costa anda aí. e é esse o mérito dele. ter um nome parvo e andar por aí. digo-vos, só pode ser boa pessoa.

E agora, venha daí um "encontro com mr. hyde"

Tambussi, Rissut, Laionel, Marcelão, Bangoura, Diakité, Kifuta, Liendo, Bosansic, Olufemi, Fleurival, Gajic, Grzelak, Essame... não, não é o onze vencedor do torneio de futebol das empreitadas da somague. é metade do plantel do boavista fc, clube que se sagrou campeão nacional há apenas seis anos.

depois disso, a queda. de trambolhão em trambolhão. até à ridícula situação actual. João Loureiro anunciou a despedida. e eu, que nos último anos criei um ódio de estimação àquele clube, digo sinceramente: já vai tarde. deixa o clube completamente descaracterizado, afundado em dívidas, sem rumo, a lutar para não descer de divisão, enredado na teia de malabarismos político-económicos que herdou do seu pai.

é triste. sobretudo porque, antes do boavista de Jaime Pacheco, confesso que o meu crescimento enquanto apaixonado de futebol foi acompanhado por um certo carinho pelos boavistas dos tempos de Manuel José e João Alves, por exemplo. mas hoje, aquilo a que assistimos, é a expressão máxima do anti-boavistão desses tempos. é penoso ver esta equipa jogar. é assustador ver a falta de qualidade de alguns atletas. é triste ver aquele estádio sempre às moscas. é deprimente ver Jaime Pacheco a... ser Jaime Pacheco. ele próprio. lutando contra a sua incapacidade de ver o futebol de forma diferente.

resta-me esperar que a saída de Loureiro não assinale apenas o fim de uma era no boavista. já agora, ela que marque, também, mesmo que apenas de forma simbólica, o precipitar do apocalipse para uma certa forma de estar no dirigismo desportivo. a forma trauliteira, populista, de falso altruísmo em prol do clube. um modelo personificado pelos alves, bartolomeus e pereiras que por aí andam. era aproveitar, meus senhores. era aproveitar a boleia dos loureiros e iam às vossas vidinhas... a malta agradecia.

O rigor e a desonestidade, essas coisas malandras...

a edição de hoje do "dn" inclui, na secção de media, um artigo delicioso sobre o novo jornal gratuito do grupo controlinveste. a nova publicação dá pelo nome de "global notícias". e, para quem não sabe, o grupo controlinveste, de Joaquim Oliveira, é também proprietário do "dn".

ora, quando um jornal de um grupo de media publica um artigo sob o pretexto de assinalar o primeiro mês - grande efeméride! - de outro jornal desse mesmo grupo, enfim... digamos que não é complicado perceber que estamos perante aquilo a que habitualmente se chama... hum... bem, eu não queria usar a expressão, mas acho que não há volta a dar: frete!

tratando-se do "dn", impunha-se, no entanto, dar o benefício da dúvida. estatutos. legítimos. daqueles que se adquirem quando uma pessoa se habitua à ideia de que determinado jornal tem uma história secular de credibilidade. posto isto, parti de peito aberto para a leitura do artigo que o "dn" hoje nos propôs. sem dogmas. sem preconceitos. venha de lá o balanço ao primeiro mês de existência do quarto diário generalista gratuito a ser lançado em Portugal.

e o que é que se extrai desta experiência? pois. precisamente isso. infelizmente, as primeiras impressões que tiramos das coisas são, geralmente, as mais acertadas. frete.

falam o director executivo e o director comercial. o balanço, claro!, "é positivo". nem podia ser de outra forma. "foi importante a chegada do 'global notícias' porque agitou o mercado dos gratuitos", diz o executivo. "os anunciantes reconhecem que o jornal é um produto com características diferenciadoras", diz o comercial. a tiragem esgota, os anunciantes aplaudem, os distribuidores não têm mãos a medir na distribuição, o mercado agradece, 2008 vai ser fenomenal, as receitas vão crescer... e eu vomito.

é certo que a linha que divide os conceitos de informação e propaganda está cada vez mais esborratada. mas, ingenuidade minha, estava capaz de garantir que ela ainda existe. que basta recorrer ao critério do bom senso para evitar o ridículo de escrever um texto destes sem sequer auscultar uma (só uma...) fonte independente que pudesse credibilizar a informação que se está a veicular. alguém que até pudesse dizer só "sim senhora, que belo jornal têm vocemessês aqui, pá". enfim, alguém de fora, nem que fosse só para mostrar que o mercado existe e que está aí para tirar as suas ilações.

enfim, se calhar sou eu que estou feito um velho do restelo. se calhar é isso. se calhar o artigo até tem pés e cabeça. faz sentido. é pertinente. será? deve ser...

Quim

PS: não, afinal não é. se dúvidas restassem sobre a pertinência jornalística da "coisa", a ausência de assinatura no artigo encerra o assunto. é a estocada final na minha fé. mas, simultaneamente, é um sinal de esperança: sempre significa que a desonestidade tem limites, caramba! e eu não gosto de perder uma oportunidade de ver as coisas pelo lado positivo.

La toilette des etoilles

se analisarmos bem as coisas, andamos todos nisto apenas por uma questão de fé. o que não deixa de ser patético. mesmo que não pareça.

dizem que não devemos voltar aos locais onde fomos felizes. que" há coisas". a verdade é que me sinto fascinado por este conceito. "coisas". é bonito, vago, abrangente. e, sobretudo, obriga-nos a amaricar os lábios em diante para pronunciá-lo. o conceito.

no fundo, do que aqui se trata é que não corro riscos. não podemos dizer que este seja um sítio onde me tenha sentido particularmente feliz. ou infeliz. por isso, volto. eis-me. e assinalo o momento citando quinito: já tinha saudades do cheiro a balneário. ou a casa de banho. tanto faz. desde que tenha mármores.

Per(di)verti-me...

Silence, pas un mot

Tuesday, October 09, 2007

Che

“Se você treme de indignação perante a uma injustiça cometida a qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, então somos companheiros.” - Che Guevara
(Companheiros: é injusto o que se fez aqui ao Rato Mickey... estou indignado!)

Friday, October 05, 2007

Tuesday, October 02, 2007

Sunday, September 16, 2007

CONTIGO

¿Mi tierra?Mi tierra eres tú.
¿Mi gente? Mi gente eres tú.
El destierro y la muerte para mi están adonde no estés tú.
¿Y mi vida? Dime, mi vida, ¿qué es, si no eres tú?

Luis Cernuda

Caro Cernuda,

Não me recordes a maldita hora fora do hábito de não ver mais senão a sua imagem, e não mais do que isso. Não vê-la mais, não ter mais terra, gente, vida...os olhos, sim, esses que queria verdes para não mais voltar e morrer gloriosamente feliz.

Atentamente

Pe

Friday, September 07, 2007

Tuesday, September 04, 2007

Cloverfield

Ao que parece é o filme mistério de 2008. Pode até nem valer a pena, mas marketing deste é sempre bem esgalhado ao contrário de todos os spoilers que se vêem hoje em dia nos trailers...

Sunday, September 02, 2007

ParkeHarrison

Forest bed

Suspension

Passage

Reclamation

Turning the Spring

Mourning cloack

W.S. Merwin - Unchopping a tree

Start with the leaves, the small twigs, and the nests that have been shaken, ripped, or broken off by the fall; these must be gathered and attached once again to their respective places. It is not arduous work, unless major limbs have been smashed or mutilated.