
My memory's a broken machine
This is how my day begins
This is just one day unseen
TRISSOMIA - O LOUCO, O PSICÓTICO E O TROCISTA, OU SE PREFERIREM, O CABEÇUDO, O GORDO E O CARECA. "Sê o Mestre e o escultor de ti próprio". (Mas usa luvas, para não te cortares na pormenorização dos detalhes. Só eu, por causa das brincadeiras, fiquei sem um testículo)

Ser sportinguista, nos dias que correm, não é tarefa fácil. A expressão "sofrer pelo sporting" está a ganhar contornos assustadores. É penoso. É uma depressão. É tudo tão triste que chega ao ponto de já não dar sequer para sonhar. Com títulos, matemáticas de vitórias em catadupa rumo à glória, contratações mirambolantes, milagres da bola. A realidade é tão dura que não abre uma nesga de espaço à imaginação.
Deliberadamente compassado, arriscados nos seus 160 minutos a desenvolver a morte de um dos ícones do faroeste e de certa forma os primórdios do mass media Americano, o culto da celebridade e os seus obsessivos efeitos, venham as nomeações... do também mais longo título do qual tenho memoría na história cinematográfica!É a música de abertura de um dos melhores álbuns de 2007, o da estreia de St Vincent (Marry me).

No vídeo está um excerto. Aqui é possível comprar o presente de Natal ideal. Zach Condon (Beirut) nas ruas, nos bares e nos prédios de Paris. Saltimbanco e nómada; um escultutor do eu, em resumo. A grande confirmação musical do último ano, que coloca lá o sentido da festa e...adiante. o resto não importa. Quando vejo as imagens, penso estar ali um pouco daquilo que Michel Onfray escreve acerca da sigularidade, da transposição da arte para o domínio da abertura, onde todos os museus (fechamento) se desmoronam e a arte é vinculada à celebração da vida, à parte maldita. Por isso não se trata de uma estética burguesa, morta e embalsemada.
A exaltação está lá, o excesso também. Boa forma de voltar a saber, com o exemplo, que ainda é possível. O quê? Descubram vocês!
basicamente, é isto que me apraz dizer sobre o assunto. mas continuarei a ler, com todo o interesse, as longas e fundamentadas convicções que diariamente se publicam sobre o assunto na imprensa e na blogosfera.
"quando percebeu que ia fechar os olhos pela última vez, equilibrou-se entre as bermas do presente e do vazio. o anjo dizia-lhe que estava tudo. que era aquilo. hesitou aceitar. faltava algo. mas o anjo dizia-lhe que estava tudo. não faltava ali nada. que era aquilo. foi. perguntaram-lhe depois: que tal? como é? resignado, confessava não ser bem o que esperava." Mistério desvendado. Bill Murray encontra Scarlett Johansson pela última vez numa rua de Tóquio, quando ele já ia a caminho do aeroporto. Despedem-se e ele diz-lhe umas palavras ao ouvido.
O final de Lost in translation — O Amor é um lugar estranho deu origem a apaixonados discussões quanto ao seu final. Por isso, imagino que quem estiver a ler isto vai ter o mesmo dilema que eu tive: carrego no play ou continuo a deixar o que foi pronunciado à imaginação?
Nas palavras de Vera Roquete: "Agora escolha" (Pós brasucas é: "Você decide")...
Variações da palavra numa belíssima cena da série The wire, onde se demonstra que, por vezes, não é preciso dizer muito...
finda a triste conferência de imprensa com que nos brindaste, deixas-me apenas um desejo a bailar no cérebro: rua! não fazes cá falta. não tens o direito de tratar assim este país. somos nós este país. não és tu. nós somos aquele género de portugueses cuja essência desconheces. aquele tipo de portugueses que não tem patrocínio da nike. que não tem empresário a negociar destinos. rua! não fazes cá falta.
Prestem bem atenção!
No site aqui ao lado, no seu top 15 dos sites mais cool em todo o mundo, temos o habitante do mundo virtual - Pim Derneden - e a sua AddArt:
Say I found a piece of rock
I've been hanging round
minha benévola terra
se eu te pudesse beber,
pacificar, fazer guerra,
sentar-te à mesa e escrever.
Certas imagens valem por si próprias. Não diminuem a capacidade de comunicação porque dizem mais que qualquer texto escrito.
A capacidade de comunicação está a diminuir-nos na proporção inversa ao aparecimento de ferramentas que, em teoria, a deveriam potenciar. Temos meios, mas falta-nos conteúdo. No fundo, quer-me parecer que secámos. Estamos desertos por dentro. Temos é alguma folhagem por fora. Que disfarça. Mas só isso.
É preciso estar sempre janado. É isso mesmo: é a única questão. Para não sentir o fardo horrivel do tempo que nos verga os ombros e nos inclina a terra, é preciso que nos janemos sem cessar. Mas com quê? Com erva, haxe ou pólen, como vos aprouver. Mas janai-vos. E se algumas vezes, nos degraus de um prédio, na relva verde de um jardim, na solidão triste do vosso quarto, acordardes, com a janadice já diminuida ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, a ave, o relógio, responder-vos-ão: "É hora de vos janardes! Para não serdes os escravos martirizados do tempo, janai-vos sem cessar! De erva, haxe ou pólen, como vos aprouver. Mas sempre, sempre com música...
gosto de Alfredo Bruto da Costa. do nome, claro. o homem não conheço. só de nome. Alfredo Bruto da Costa é presidente do conselho económico e social. e salta a primeira piaducha: o secretário-geral deste órgão acode pelo nome de César Estúpido dos Santos?
Tambussi, Rissut, Laionel, Marcelão, Bangoura, Diakité, Kifuta, Liendo, Bosansic, Olufemi, Fleurival, Gajic, Grzelak, Essame... não, não é o onze vencedor do torneio de futebol das empreitadas da somague. é metade do plantel do boavista fc, clube que se sagrou campeão nacional há apenas seis anos.
a edição de hoje do "dn" inclui, na secção de media, um artigo delicioso sobre o novo jornal gratuito do grupo controlinveste. a nova publicação dá pelo nome de "global notícias". e, para quem não sabe, o grupo controlinveste, de Joaquim Oliveira, é também proprietário do "dn".
se analisarmos bem as coisas, andamos todos nisto apenas por uma questão de fé. o que não deixa de ser patético. mesmo que não pareça.