Sejamos frontais: este blog é uma merda!
Estive há pouco a fazer um curto exercício e tive de chegar a esta dolorosa conclusão. Durante sensivelmente meia hora, fiz uma pesquisa entre os 56 blogs que tenho na minha pastinha de “favoritos” e constatei que são quase inexistentes os blogs cujos posts têm menos comentários do que nós. E faço questão de sublinhar que uso a expressão “quase inexistentes” porque decidi incluir nestas contas os blogs que não permitem comentários.
Durante este traumático processo de investigação, constatei igualmente que o sucesso dos blogs é medido pela seguinte conjugação de factores: número de comentários aos posts + relevância e actualidade dos temas abordados + citações em blogs alheios + capacidade de gerar polémicas entre blogs + colaboração de bloggers com o mínimo de reconhecimento público + citações em jornais. Sendo que a subjectividade de todos estes factores não me permite situar com exactidão numérica o patamar em que estamos no ranking de penetração blogosférica, permito-me, no entanto, vaticinar que estamos claramente nos antípodas do sucesso.
Se bem vos conheço, nesta fase da leitura estão já vocês a pensar algo do género “eu escrevo aqui por gozo pessoal e não me move qualquer necessidade de reconhecimento público”. Eu também pensei nisso. É legítimo. Mas também é estúpido. Porque se escrevemos num espaço público, não faz sentido assumir a postura blasé do “tanto me faz que leiam esta merda ou não”. É mentira.
Chegado a esta ponto do meu raciocínio, coloquei-me algumas questões. Porque é que há blogs onde, mesmo escrevendo-se com os pés, existem mais visitas e comentários do que no Sade Na Marquise? Porque é que há blogs que, mesmo repletos de opiniões desinteressantes e miméticas, conseguem marcar presença nas discussões mais acesas da blogosfera? Porque é que há blogs que, limitando-se a debitar banalidades íntimas em forma de pensamentos filosoficamente profundos, conseguem ser citados e discutidos em todo o lado? E, finalmente, a pergunta mais importante e que resume tudo isto: que caralho estamos nós a fazer mal?
Pensei, meus amigos, pensei. E a solução só pode ser uma: se queremos ser grandes, se queremos ser respeitados, se queremos sair deste buraco escuro onde as nossas palavras embatem numa muralha de eco, temos de adoptar uma postura mais agressiva. Temos de fazer marcação cerrada. Temos de ser consistentes na procura de atenção. Temos lutar pelo nosso direito de reclamar algum feedback. Temos de fazer por ser notados.
Posto isto, vou agora ali ao blog do Pedro Mexia dizer-lhe que o gajo é um balofo larilas. Fico à espera que vocês façam a vossa parte.















































