Monday, October 23, 2006

Tom Waits for no one...

Para aquela que escapou...

Imagem para a capa de um livro já escrito


(Com a devida vénia à autora, Marta Nobre.)

Obrigado Martinha!

Notas para um livro que jamais será escrito


"23 de Outubro de 1997. Nesse dia disseram-lhe que já não valia a pena. E só então reparou que era o único que ainda não tinha tomado consciência disso. À sua volta nada restava, para além dos despojos do esforço dos outros."

A melhor (e mais injustiçada) canção de amor de todos os tempos?


The plan it wasn't much of a plan
I just started walking
I had enough of this old town
had nothing else to do
It was one of those nights
you wonder how nobody died
we started talking
You didn't come here to have fun
you said: "well I just came for you"
But do you still love me?
do you feel the same
Do I have a chance
of doing that old dance
with someone I've been
pushing away

And touch we touched the soul
the very soul, the soul of what we were then
With the old schemes of shattered dreams
lying on the floor
You looked at me
no more than sympathy
my lies you have heard them
My stories you have laughed with
my clothes you have torn
And do you still love me?
do you feel the same
And do I have a chance
of doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again

You lost that feeling
You want it again
More than I'm feeling
you'll never get
You've had a go at
all that you know
You lost that feeling
so come down and show

Don't say goodbye
let accusations fly
like in that movie
You know the one where Martin Sheen
waves his arm to the girl on the street
I once told a friend
that nothing really ends
no one can prove it
So I'm asking you now
could it possibly be
that you still love me?
And do you feel the same
Do I have a chance
of doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again

I take it all from you


(Nothing Really Ends - Tom Barman/dEUS)

shvoong

Bom dia. Aderi ao schvoong, site onde cibernautas de todo o mundo colocam resumos de livros de todo o tipo, desde os mais complexos até aos da Margarida Rebelo Pinto. Já coloquei o link do site aqui no blogue e por baixo vão sendo colocados os meus resumos. Juro, mas juro mesmo, que foram lidos e não retirados das contracapas, até porque não possuo o livro do primeiro resumo que lá coloquei, sendo esse trabalho o resultado da minha modesta memória.
Já que falei em Rebelo Pinto, não seria difícil fazer o resumo de uma das suas obras. Basta tão pouca imaginação como isto: «Catarina, gestora de sucesso, cai numa terrível depressão por descobrir que o marido, Carlos, advogado com escritório no centro de Lisboa, a traiu com uma moçoila de 20 anos dotada de umas formas bem torneadas (para não ser injusto, esta última expressão foi roubada do último romance de Saraiva, o director do Sol). Após, nem mais nem menos do que 150 sessões no psicanalista, Catarina rejuvenesce 10 anos e começa a ser vista na companhia de jovens bem parecidos e com cabelos oxigenados que são tidos como locals a apanhar ondas de meio-metro na praia do Guincho. Todo o restante enredo passar-se-á entre o areal e uma cabana e os pormenores mais picantes serão da exclusiva imaginação do leitor».

Saturday, October 21, 2006

não compensa mesmo; mas estupidamente insisto e elas ficam a dialogar por si na minha cabeça. é nesses instantes que fico calado, o que é triste, muito mesmo. hoje deu-me para isto.

Friday, October 20, 2006

"Futebol: Mesmo"


Gosto das dissertações ‘científicas’ de Freitas Lobo mas, para mim, Joel Neto é o melhor cronista de futebol que temos em Portugal. Se a leitura do primeiro me ensina a ver o lado táctico do futebol, é o segundo quem me faz sentir que não estou sozinho nas coisas que sinto enquanto mero adepto e apreciador deste desporto. Acontece-me todas os sábados. Seja qual for o teor da crónica.

É óbvio que a descarada costela sportinguista que pauta os seus textos ajuda a criar esta empatia. Mas, que diabo!, um sportinguista só pode aplaudir quem teve a coragem de escrever e publicar isto a propósito da saída do Hugo do Sporting:
"ALÍVIO
Serei o primeiro, se for preciso, a reconhecer o profissionalismo de Hugo. Durante cinco anos, deu tudo o que tinha ao Sporting. Mas tinha pouco.
O Sporting parece às vezes, infelizmente, um clube vocacionado para jogadores sem talento. Alguns, como Oceano e Iordanov, chegaram mesmo a atingir uma certa dimensão – tiveram sorte, estiveram no sítio certto á hora certa, fizeram um esforço.
Hugo fica na história como o jogador mais desprovido de talento, e ao mesmo tempo de sorte, que já vi jogar no meu clube. Convido-o para almoçar quando quiser. Parece-me uma pessoa fiável. Mas fico radiante por saber que não volta a jogar no meu clube."

Kimmo Pohjonen - Acordeão do Diabo

O acordeão simpático que conhecemos das nossas festas populares mudou. Tranformou-se numa besta ameaçadora dedilhada por um gigante de nome élfico. Mas é o instrumento que o possui, que faz dele o que quer e bem lhe apetece, que o puxa para si ao ponto de o induzir num transe hipnótico.
Ouvi Kielo, Kluster, Kalmuk, em surround e bem alto... foi uma boa descida aos infernos...

Thursday, October 19, 2006

Bastian o Montador de Porcos

Schweinsteiger! O Ricardo deve traduzir como porco do caralho! A claque do Bayern é mais simpática... trata-o por Schweine, ou seja, porquinho.

Wednesday, October 18, 2006

Das que já saíram do estado natural

Esta mulher, por aquilo que escreve, já devia ter ganho um Prémio Nobel das evidências não vistas pelos parolos. Grande Fernanda Câncio!

Os poetas do betão

É curioso constatar que numa região onde nos últimos 30 anos nunca se ligou patavina à cultura, devido ao notável trabalho de desenvolvimento - "betoneiro"- local levado a cabo pelos nossos autarcas durante esse período - isto segundo a mais recente opinião de um amigo meu -, tenham nascido dois grandes poetas portugueses. Um está aqui com este poema lindíssimo. O outro é o António Ramos Rosa. Estes, certamente, contribuiram mais para a dignidade do país do que aqueles que com 1 euro na administração local fazem e fizeram seguramente mais (merda) do que os perigosos homens da administração central com 3 euros. Diga-se, por fim, que já faz parte da idiossincrassia nacional este anátema contra o poder central, qual pai que nos castra constantemente os movimentos. Mas quando se trata da pedinchice clássica lá revemos a posição e reconciliamo-nos com a figura do pai. Clássico e psicanalítico!

Tuesday, October 17, 2006

Ainda o futebol...

Numa exposição de pintura, perguntei a um luso-francês o que ele achava do Toulouse-Lautrec...
... ele respondeu:
Toulouse - 2 Vs. Lautrec - 1

CóCó



No prefácio à Edição Francesa do "Elogio da Intolerância", agora traduzido para português, obrigado Costa, Slavoj Zizek estabelece uma original relação entre as disposições de um povo e a forma como este lida com a sua actividade excrementícia, a saber, a merda que sai do ânus de cada indivíduo. Assim, enquanto que a configuração da sanita alemã apela para uma atitude de ambiguidade contemplativa que pode estar relacionada com a propensão que os Alemães têm para a metafísica, a configuração da sanita francesa apela para uma atitude de fazer desaparecer o mais rapidamente da vista tais excrementos desagradáveis, o que pode estar relacionado com a célebre propensão dos Franceses para o radicalismo revolucionário. Já os ingleses deixam que a merda fique a flutuar de forma bem visível sem que por isso deva ser contemplada ou observada, o que indica a típica atitude utilitarista anglo-saxónica no que se refere à economia. Zizek aborda este triângulo, pois, ao fim ao cabo, é aqui que assentam os pilares da civilização ocidental, fazendo com que um povo como o português seja, por razões óbvias, obnubilado.

Porém, das minhas pequenas e pouco profundas reflexões acerca da especificidade antropológica do povo português, saliento que, ao observarmos as sanitas das casas de banho públicas, podemos inferir dos portugueses uma clara propensão para a nostalgia, isto quando permanentemente confrontados com os já célebres resquícios de cócó que ficam colados no fundo da sanita. Pode chegar-se mesmo a considerar que esta específica relação com a excrescência, indica-nos um claro espectáculo de potlach público relativamente à merda, como se cada indivíduo que sai da casa de banho quisesse transmitir ao outro que vem a seguir a merda na qual todo o português está, de forma nostálgica, no presente e no passado, constantemente atolado.

Porque razão não se deve treinar o Sporting no FM...

Monday, October 16, 2006

Post nocturno

À noite... deixei de ser regular. Não cedo a horários. Transformo-me no Irregular Guy e uso o meu poder para ver as séries que quero, quando quero! E qual puto a ler a sua BD debaixo dos lençois a delirar com super-poderes, agora fico refastelado a vê-los no êcran...! Sim.. e também curto o Lost! It's only entertainment guys...

Post matutino

E um bom dia a todos os que anseiam sair da terrinha...

Poultry in motion...

Sunday, October 15, 2006

Tara Perdida

Sem esperança de alguma vez a encontrar, divirto-me com outras taras...

No lugar certo

Josef Koudelka - Ireland 1976

Enquanto uns são apanhados pela objectiva de Koudelka, outros, mais azarados, são pelo escrupuloso trabalho das nossas forças policiais. Uns sortudos, estes vetustos irlandeses!


Circular da Entidade Patronal

Greguería

In the middle of the train tracks grow suicidal flowers.

Saturday, October 14, 2006

Chema Madoz

Curiosidade desperta... http://www.chemamadoz.com/

The bad plus

Para se ser notado é necessária a diferença. E, se nos caminhos jazzísticos a única que conhecia era a do virtuosismo dos grandes mestres, o panorama renovou-se através de covers, tão comuns noutros géneros musicais.
Já antes, Brad Meldhau o tinha feito com temas dos Radiohead (Paranoid android, Exit music for a film) e Herbie Hancock dedicou um disco inteiro a esta renovação, chamando-o "The new standard", onde se incluíam temas como "Come as you are" dos Nirvana.
Também "O mais mau" fez versões destas duas bandas. Inovação? Não os consideraria o máximo da novidade, mas têm uma visão do futuro. Tocam com força, muita força. Chamam-lhes mesmo "The loudest piano trio ever", juntamente com a bateria e o contrabaixo. E se nada poderei dizer relativamente ao seu nível técnico, a atitude rockeira que dão à música, a energia contagiante, o humor e bom gosto nas escolhas que fazem, agradam-me e muito! Que maior gozo destas mentes jazzísticas processadas e enformadas pelo rock, senão desconstruir descomplexadamente temas de bandas tão diferentes como Aphex twin, Pixies, Blondie, Black sabbath e até o tema-título de Chariots of fire? Sim, porque a boa música também é lúdica...
Rubber Johnny

Adoro o traço...

O Sapo

Ele não era propriamente feio, o efeito da coridrane é que lhe acentuava as expressões!

Friday, October 13, 2006

Paraskavedekatriaphobia

Nesta sexta, se algo aconteceu e vos tenha deixado a pensar... contem-nos...

Estranhas e Belas "Isolations"


Body Isolations, o segundo álbum de Donato Wharton, vai transfigurando o corpo à medida que nos suspendemos na singularidade atmosférica de cada faixa. Entre a inquietude, o silêncio e a inércia, vamos sendo conduzidos por estados fragmentados que ganham particular significado à luz do detalhe. De um experimentalismo «suave», só aconselhável a gajos que não percebem nada de música,... como eu! Mas, mesmo assim, digo: - É muito bom!

O Almeida

Desde que tomei conhecimento que um em cada três deputados italianos consome algum tipo de estupefacientes, como o haxixe e a cocaína, que não deixo de pensar aqui no maroto do João. Não que considere que faça parta da estatística na versão Portuguesa, mas por considerar que o que diz é digno de alguém sob o efeitos de psicotrópicos!
Segundo uma investigação de programa satírico de televisão «Le Iene», que é emitido no Itália Uno, canal do grupo Mediaset que, só por acaso, é propriedade do chefe da oposição de centro-direita italiana, Sílvio Berlusconi, cinquenta deputados foram testados ao consumo de droga, através de um produto químico aplicado durante a maquilhagem e que revela a presença do estupefaciente no suor.
Como acredito nas estatísticas, já que costumam estar 95% das vezes correctas, imagino a hipocrisia que não é em Portugal. E se o Alberto João ainda num faz destas... espero que um Marques Mendes ou Pinto Balsemão se arme também em Al Capone Tuga e denuncie os fazedores de leis no joelho, enquanto fumam uma ou dão uns tracinhos...


P.S. - Maior parte deles são uns charrados, já que apenas 4 dos 16 davam na coca...
P.S.D. - O "D" é de post scriptum dois e o um não se refere aos deputados do Partido Socialista...

Euzebiusz... Tal pai, tal filho

Quis a história que Eusébio derrotasse Portugal. Ebi (baptizado em honra do Pantera Negra) herdou a vocação natural para o futebol e para o nosso miserável, em termos exibicionais, país.
Saiu da Polónia aos seis anos devido à carreira internacional do pai, mas apesar de ter feito toda a sua formação no Feyenoord declinou a hipótese de jogar pela selecção Holandesa. Como o próprio refere: “O meu pai disse-me que deveria representar a Polónia, como ele. Fi-lo por ele”. Obrigado paizinh!
Esta decisão, contrária à de outros jogadores de origem polaca, como Klose e Podolski, que preferiram uma selecção de maior renome, granjeou-lhe enorme respeito por parte dos seus compatriotas, mesmo que nem consiga entendê-los, já que não fala puto de Polaco...

A Kid

Mais um exemplo Dadaísta Tzariano é o aplicado por Thom Yorke (Com agá), no álbum Kid A dos Radiohead. Enquanto a banda ensaiava as músicas, aquele escrevia frases, cortava-as em linhas únicas, colocava-as num chapéu e ia retirando os futuros textos do que ouvia. E digam lá se a cena não correu bem...

Thursday, October 12, 2006

Burroughs... esse Guilherme Tell contemporâneo

(The) Naked lunch, escrito na cidade Marroquina de Tânger, em 1959, é um dos melhores exemplos do movimento Dada. Popularizou a técnica do "cut-up", uma justa-posição arbitrária de palavras e frases, usadas como forma de reestruturar a percepção da gramática e de forma a quebrar a linearidade da escrita. E a culpa é do ópio...

E para quem tenha problemas de plagiarismo, lembre-se...

Se roubar de um autor é plágio. Se roubar de muitos é pesquisa!

Dadaísmo...

Para que não fiquem com a ideia errada, quando critiquei as repetições no post anterior, fi-lo por nelas não existirem nada de novo. Caramba, aquilo está igualzinho! Vírgula por vírgula FP!
Quem me conhece, sabe que em termos artísticos, não tenho um pingo de originalidade em mim. No entanto, quando se trata de copy/paste, sou um entusiasta e praticante assíduo (talvez já o tenham notado). Sou por esta forma de comunicar. O reinventar, dando a conhecer tudo o que me toca, mas da forma como o apreendo.
Com início nos anos 20, o movimento Dadaísta teve no poeta romeno Tristan Tzara, um dos seus maiores representantes. Aqui deixo a sua receita dada para um poema dada:
Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

Repetição é a morte da arte...

Não que os posts aqui repostos pelo o FP o sejam ou aspirem a tal! Mas pela sua mera recolocação, repetindo-se no que já tinha escrito anteriormente, fazem com que estes sejam diferentes dos outros. Embora iguais na escrita e imagem, perderam a essência que fizeram deles a tal "arte" que surgiu num dado momento e pelas mais variadas circunstâncias. Isso está perdido! Agora não passam de reproduções, reles cópias que nada acrescentam ao que aqui outrora foi escrito e com intuitos certamente diferentes dos de agora.
Contudo, como se pode ler pela nota de culpa e correspondente sanção aplicada pela entidade patronal deste blog, teve a capacidade de refazer a ligação à ponte trissómica, entretanto quebrada, aquando do apagão. Pela reconstrução, de má qualidade é certo, iço a levadiça suspensão a que me tinha proposto e retomo às funções que a minha greve selvagem ditou.
Em bom tempo, é que já sentia o bafo do "Gordo" a tentar bater-me nos côcos... diz ele para simular o galope dos cavalos. Sei, sei...

Coisas pelas quais vale a pena pagar

A página 5 do Público de hoje vale os 0,90 euros que custam jornal. Até me arrisco a estimar que a crónica do Pacheco Pereira vale uns bons 80 cêntimos e a do Prado Coelho os restantes 10.

Sem me alongar em considerandos sobre o futuro da imprensa ‘tradicional’ face aos desafios do online e da imprensa gratuita, limito-me a constatar que são exemplos como este que me fazem acreditar que haverá sempre mercado para os jornais pagos. Desde que, claro!, façam por merecer o facto de termos de desembolsar dinheiro para lê-los. E isso passará, sobretudo, pelas vertentes de opinião, reportagem e contextualização da notícia 'rotineira'.

Permito-me transcrever excertos dos artigos que motivaram este “post”:

Porque razão a democracia tem medo de Salazar? (Pacheco Pereira)
“(...) Por último, há uma razão muito simples, que ninguém quer admitir, e que tem a ver com a permanência nos valores mentais, nos hábitos da nossa democracia, dos quadros do Portugal de Salazar. Valores como o “respeitinho”, a hipocrisia pública, a retórica antipolítica, a tentação de considerar que o suprapartidário é bom, a obsessão pelo “consenso”, o medo da controvérsia, a cunha e a clientela, mesmo a corrupção pequena, a falta de espírito crítico desde as artes e letras até à imprensa e Igreja, tudo vem do quadro do salazarismo e reprodu-lo.”

Corrupções (Prado Coelho)
“Alberto João Jardim é um caso extraordinário. Ao vê-lo sentimos uma repulsa imensa por esta personagem não apenas demagógica mas rasteira e medíocre. Tem tido o dinheiro que quer sem prestar contas dele. Revela a mais total rejeição dos princípios democráticos.”

"Imagens de pessoas com música dentro"


Já agora, aqui fica outra sugestão de link para um blogue de que gosto. “Imagens de pessoas com música dentro”, da fotojornalista Rita Carmo, em ritacarmo.blogspot.com.

Se lá forem nos próximos dias peço é que não se assustem com a primeira imagem que aparece. É de um tal de Miguel Ângelo, vocalista de uns tais Delfins e (muito infelizmente!) autor da música do centenário de um tal de Sporting.

É pena que o blogue não seja actualizado mais frequentemente, para evitar este bizarro cartão de visita momentâneo. Mas acreditem que o resto vale a pena. Ou talvez não. Seja como for, o que interessa é que serviu-me de pretexto ideal para 'postar' aqui uma foto da miss PJ. E isso já não é mau.

agora...

siga!

e amanhã lá terei de ceder à deriva fascista e reaccionária do gajo que aqui escreve a azul (esta cor não vos faz lembrar nada?!), e colocar aquele link altamente suspeito...nem que seja para dizer mal.
Devo referir ainda que passei por lá e apreciei assim-assim um texto; e também um vídeo do youtube a gozar com o Ivan Nunes que considero ser uma figurinha altamente execrável. Não foi por acaso que o puseram frente-a-frente com a Helena Matos no "Choque Ideológico". Estão bem um para o outro!
Nota 1: quanto ao primeiro parágrafo estou obviamente a brincar até porque acho muito bem que exista gente em Portugal que se assuma como sendo claramente de direita, coisa quase impossível há duas décadas atrás devido às nuances características da cultura política que herdámos do 25 de Abril, cujo partido mais à direita situava-se precisamente ao centro.
Nota 2: Eis a surpresa! Começo a deslizar o meu pensamento para essas bandas, mas de uma forma sempre crítica, se é que isso é possível...é, e não falando agora da blogosfera, um dos gajos que anda a escrever muito bons artigos de opinião actualmente em Portugal é o Rui Ramos, alguns deles, de uma lucidez aterradora.

e...

quando o Foucault foi ao Collège de France conferenciar, atirou para a plateia essa estranhíssima «episteme» que controla discursivamente o que é dito e não dito, e que cabe ao cães de guarda o bom zelo de tão bem a fazer enunciar; o heteróclito é que é assim um pouquinho mais complicado.

Os pensadores massíficos

O Ortega, esse pensador espanhol também ele não muito fashion, já nos idos anos trinta anteviu, embora não a tivesse referido, uma blogosfera, ou seja, um espaço público onde toda a gente opina sobre tudo, mas, no fundo, não entende porra nenhuma de nada.

Fashion

O Rodrigues Miguéis, por acaso grande escritor, tanto zurziu nos talassas e anquilosados que se reúnem neste país, que hoje ninguém lhe pega; enfim, não é muito fashion...

A diligente higiene espiritual do Dandy

Portrait of Dorian Gray
Para cuidar quotidianamente da higiene do espírito, relativamente àquelas que ainda não sairam do estado natural, cabe-nos sempre tomar em consideração o seguinte:
"A mulher é o oposto do Dandy.
Por isso ela nos deve causar repulsa.
Se uma mulher sente fome apetece-lhe logo comer - e se tem
sede bebe.
Em cio quer ser fodida.
Que glória!
A mulher é natural, isto é, abominável.
Por isso mesmo ela é sempre vulgar, ou seja, o contrário de
um Dandy".
Charles Baudelaire

Anxiety

Man Ray - Anxiety
quer-me parecer que corpos há, que à força de tanto girarem sobre si próprios atingem à velocidade da luz o vazio, mais prosaicamente, um pensamento meta-formal sem qualquer tipo de conteúdo. Baudrillard connections!

Despedimento?! Claro que não...Nunca!

"Porque nos reconhecemos calvinistas, predestinados à eterna
glória
a que Deus nos votou, crentes de que a abnegação ética deste nosso
trabalho nos trará a salvação e o reconforto do Céu, não iremos desistir,
não
iremos baixar os braços e sucumbir diante de tão sórdidas maleitas
a
que nos
possam querer vir submeter;

Porque entendemos que transportamos um legado, uma ética irreconciliável com a renúncia aquando do confronto com o mais caprichoso dos obstáculos, resolvemos anunciar a nossa glória quer no céu quer na terra. Por isso FP, se te dás assim por despedido, apenas te restará a amarga penitência de te sujeitares ao jugo do vilipêndio público, como quem diz, seres daqui em diante escarnecido por inaptidão em fazer sucumbir aos mais requintados vícios da carne quatro beatas católicas e...acima de tudo, decrépitas. Por isso, apenas te resta abjurar, repondo os posts aqui antes profanados de forma tão esquálida pela tua maldita pessoa, de modo a que assim e apenas assim possas retornar à cidade que confere o sentido da esperança e da paz à tua alma".

Quando a ira de Deus recai sobre cada um de nós - connosco não existem intermediários -, vigiando as nossas acções para que desse modo o zelo do nosso bem não seja fruto das frívolas e ignóbeis tentações de um momento, resta-nos a aceitação e o acto de denúncia perante paixões tão pérfidas que nos possam vir a assediar. Por essa mesma razão e, após cumprido o acto concupiscente de fornicar até à desmesura essas mesmas beatas que referiste, decidi reconciliar-me com o corpo e a matriz que define estes tão meritórios crentes da tua anunciada glória divina!

Wednesday, October 11, 2006

Unossomia? Não, obrigado!


Só depois de publicar o post anterior é que me apercebi de que algo de estranho se passou neste blogue. Não compreendi ao certo o quê mas, pelo que vejo, arrisco-me a ficar a escrever sozinho. Temporariamente, espero.

Como é óbvio, este facto criou-me de imediato ânsias de escrever mais de 23 mil caracteres com considerações variadas sobre o universo blogosférico, as vossas motivações neste espaço, os pressupostos que aqui nos uniram e por aí adiante. Mas, no fundo, toda essa dissertação pode resumir-se a um sincero e genuíno “DEIXEM-SE DE MERDAS”.

Não quero saber se há depressões, amuos, embirrações, ofensas a blogues alheios, textos que entram e textos que saem, discussões prévias sobre se se deve ou não publicar isto e/ou aquilo, se fulana de tal vai achar bem ou mal o que escrevemos ou dizemos... Não quero saber! Que se lixe! Se é para condicionar a minha acção neste espaço aos julgamentos, críticas e avaliações dos outros, então já me basta a rotina diária do trabalho...

Como tal, se mantenho a predisposição para continuar por aqui, é porque entendo que os objectivos do SadeNaMarquise são outros. Se me perguntarem quais são, muito sinceramente não saberei responder. Mas essa também pode ser uma boa premissa para a continuidade do projecto: uma demanda em busca do sentido de aqui estarmos juntos a escrever. Seremos nós capazes de encontrar o nosso Santo Graal? Provavelmente não. Mas, que diabo!, ao menos que retiremos algum prazer dessa caminhada. Façamos como os Monty Python. Eu faço já a minha parte e ofereço-me para ir atrás de vós, a bater com as metades de côco para simular o galope dos cavalos.

Eu não sou de direita, mas...

Quando o cabecilha deste cartel me pediu que indicasse alguns links para colocar na listagem de blogues que está aqui ao lado, hesitei em sugeri-lo. Não queria que me conotassem com tendências de direita e muito menos que me rotulassem de “porco fascista” – o que seguramente aconteceria, tendo em conta o que conheço dos meus convivas blogueiros.

Mas o post desta manhã fez-me sair do armário: gosto do blogue da Atlântico (http://www.revista-atlantico.blogspot.com/). Posso não concordar com 95% (vá lá... 75%) do que escrevem/dizem/defendem os seus colaboradores, mas gosto deles. Respeito as opiniões e os argumentos que as sustentam, mesmo quando acho que não têm razão. O que é raro em mim.

Mas, acima de tudo, gosto da Atlântico porque é dos poucos contrapesos válidos que a blogosfera nacional tem para equilibrar o predomínio dos opinadores e espaços de esquerda que por aí pululam. E, tendo em conta a vacuidade do discurso que, regra geral, pauta a esquerda cibernética que temos, às vezes dou por mim a espreitar este blogue para ler coisas que realmente me façam pensar. Mesmo que tudo aquilo que pense seja precisamente o contrário do que a Atlântico escreve.

Duas notas:
- para quem não sabe, a Atlântico é uma revista mensal de política, que aposta sobretudo em ensaios, reportagem, opinião... É de direita e o director é o Paulo Pinto Mascarenhas.
- para que conste, a última vez que me dignei a votar, o meu voto foi para o Bloco.

Tuesday, October 10, 2006

Com este texto antigo despeço-me. É um misto de análise com depoimento:

Depressão
O aspecto mais ignóbil de uma depressão é o seu estado de pura subjectividade que não permite ao paciente aceder às condições básicas da comunicação - recepção de códigos compreensíveis pelo interlocutor - em relação ao seu sentir patológico. Quem nunca experimentou não compreende! Sendo a comunicação, em condições de eficiência para os vários interlocutores, o requisito mais elementar para o estar em grupo e em associação com os outros, torna-se natural que, para o deprimido, o destino mais natural seja a exclusão - muitas vezes auto-exclusão - pois todos sentimos a necessidade de partilhar o que sentimos e, não havendo uma compreensão do fenómeno por parte do outro com quem partilhamos esse sentir, o paciente isola-se, na medida em que perde as faculdades que lhe permitem aceder à eficiência da comunicação (compreensão dos códigos por parte do emissor e receptor das mensagens).

Para isso, institucionaliza-se a doença, o que faz com que se crie um corpo de instituições, constituídas por vários especialistas, que permite o reconhecimento e a visibildade social da doença. A doença passa a ter um rosto, o paciente é catalogado e, inserido nesse espaço institucional, passa a ter a identidade de doente mental. Aí, as suas mensagens são codificadas, dissecadas, por forma a que o indivíduo se reconheça na sua nova identidade, pois é-lhe permitido um espaço de comunicação com todo o conjunto de especialistas que o reorientam para um um ponto bem específico do espaço social, o da relação entre médico/paciente, entre analista/analisado.

Esta naturalização institucional, remete-nos para uma das preocupações que orientou o trabalho intelectual de Foucault, a relação que se estabelece entre os saberes e o poder. Ou seja, de uma forma ou de outra, todos estamos submetidos a uma ordem disseminada de poderes/saberes. Em todo o campo institucional há uma ordem discursiva, uma episteme, que sanciona o que é dito e o que não é dito. No campo social da doença, os especialistas conduzem o doente para um discurso que os faz aceitar a sua nova identidade e que, em muitos casos, poderá ser uma identidade para a vida. É desta axiomática magnífica que a psiquiatria se alimenta.

É a vida de muitos que sofrem em silêncio! E um conselho: vivam plenamente as vossas vidas porque na verdade não há pachorra nenhuma para aturar quem padece disto!

Batida em retirada...


Foi o que aconteceu relativamente a muitos bons posts (realmente bons!)...
Desiludido estou, pois quando aqui são colocados sempre achei que se tornavam dos três. Nunca ninguém castrou fosse o que fosse. Quando havia dúvidas, eram discutidas e a decisão era tomada, quando possível, por todos... sinto que a trissomia perdeu o sentido que tinha para mim. Se a minha preocupação fosse apenas as bojardas que aqui coloco, arranjava o meu próprio espaço para me sentir especial...
Suspendo a minha participação neste blog...

Nobel da paz...


Logo no dia em que foi nomeado um Sul-Coreano como o próximo Secretário-Geral da O.N.U., temos conhecimento de uma explosão na Coreia do Norte. Se calhar, por essa razão e de forma a assinalar tão magnífico acontecimento, o regime de Pyongyang, através do seu líder, comandante supremo do exército e da defesa nacional - Kim-Jong Il (como bom vizinho que é), anuncia que o alegado teste nuclear que vinha ameaçando há muito, constituiu um marco histórico na defesa da paz e da estabilidade.
Como acho brilhantes estes argumentos e, embora, só seja anunciado o vencedor no Nobel da paz do ano de 2006 no próximo dia 13... quero já aqui deixar a minha nomeação para o mesmo.
Tal como Kim-Jong Il, também eu matava para ganhar o Nobel da paz!

Monday, October 09, 2006

Melhor número...

Há qualquer coisa no... (queria pôr aqui aquele sonzinh - blip - usado para não ofender as susceptibilidades)! Acho que é o círculo, o continuum, o mistério do infinito... além de que tão lá todos os outros!

Fescenismo

Se procurarmos fescenismo só encontraremos Fernando Assis Pacheco. E os escarninhos bem que são precisos para pôr na ordem os normaizinhos ou, como diria Sepúlveda, aqueles que ostentam tudo sem terem a mínima relação de afecto com os objectos. E aí, os normaizinhos são tão néscios que nem se apercebem e muito menos se questionam. Vergam-se risonhos perante a sua tão idiossincrática inanidade. E agora venham-me lá dizer que o idiossincrático sou eu que apenas me restará o prazer de vos mandar a todos foder!

sem vós teria sido uma agonia

quem o conhecia diz que era um génio:

"Pus-vos a mão um dia sem saber
que tão robusta e certa artilharia
iria pelos anos fora ser
sinal também de lêveda alegria

amigos meus colhões quanto prazer
veio até mim em vossa companhia
a hora que tiver já de morrer
morra feliz por tanta cortesia

adeus irmãos é tempo de ceder
à dura lei que manda arrefecer
o fogo leviano em que eu ardia

camaradas leais do bem foder
o brio a fleuma cumpre agradecer
sem vós teria sido uma agonia"

Fernando Assis Pacheco

ange

Paul Klee - Forgertful angel

"Je vis un ange blanc qui passait sur ma tête;

Son vol éblouissant apaisait la tempête,

Et fasait taire au loin la mer pleine de bruit

-Qu'est-ce que tu viens faire, ange, dans cette nuit?

Luis dis-je. - Il répondit: - je viens prendre ton âme.

Et j'eus peur, car je visque c'était une femme;
Et je lui dis, temblant et lui tendant les bras:
- Que me restera-t-il? car tu t'envolveras
Il ne repondit pas; le ciel que l'ombre assiège
S'étaignait...- Si tu prends mon âme, m'écriai-je,
Où l'emporteras-tu? montre-moi dans quel lieu
Il se taisait toujours - O passant du ciel bleu
Es-tu la mort? lui dis-je, ou bien es-tu la vie?
Et la nuit augmentait sur mon âme ravie,
Et l'ange devint noir, et dit: - Je suis l'amour.
Mais sont front sombre était plus charmant qu le jour,
Et je voyais, dans l'ombre où brillaient ses prunelles,
les astres à travers les plumes de ses ailes"
Victor Hugo


Valéry

Jean Pierre Formica - Hommage a Paul Valéry

"Parfois je pense ; et parfois je suis." - Paul Valéry

Svengali...

"... conseguia ser impertinente de uma forma grosseira. Tinha um estilo de humor cínico que era mais ofensivo do que engraçado e ria sempre da coisa errada, no momento errado, no lugar errado. E a sua gargalhada era sempre derrisória e cheia de malícia."
George du Maurier

Disléxico...

Reparei que era disléxico quando fui a uma cerimónia da Ordem dos Advogados, onde o uso de toga era obrigatório, e fui vestido de... gato!

Saturday, October 07, 2006

O Henrique...

... tem a maior colecção do mundo de conchinhas. Guarda-as em todas as praias do mundo. Se calhar já a viram...

The weight of the words...

As palavras pesam... puxam-nos para baixo. Se os pássaros falassem, não voavam!

Nos estudos...

... quanto mais cedo me deixava ficar para trás, mais tempo tinha para conseguir estar a par da matéria!

Se o olhar matasse...

Deprê!

Cheguei à conclusão de que das poucas vezes em que me encontro num estado a que os outros chamam depressivo, apenas se trata de irritação sem entusiasmo!

"You have cum in your hair and your dick is hanging out!"

Como se pode ver pelo título, uma das suas mais bonitas baladas, esta figura é um notável songwriter (que diabo, há que dar crédito a um autor que assinou uma canção assim)! E, embora nas suas diversas encarnações - Palace, Palace music, Palace songs, ou com o nome de baptismo, Will Oldham, é como Bonnie 'Prince' Billy que lhe edifico um culto de farol da folk intimista e lo-fi agarrada à lenda, assombração bíblica e poeira western.
As palavras, a lentidão com que as canta, a aspereza de cada instrumento... nada mais se consegue descrever, só ouvindo!
I see a darkness...

Deutshe Welle - International weblog awards 2006

E porque temos consciência do nosso valor, com objectivos definidos e traçados, damo-nos a conhecer através da competição profissional. Qual Liga dos Campeões! As condições estão reunidas para nos darmos a conhecer como uma superpotência Europeia e, quiçá, atingir a consagração Mundial, através de todos os PALOP's espalhados por esse mundo fora!
Vamos à conquista, respeitando sempre os adversários e à evolução insuspeita de alguns supostos out-siders que pretendem arrombar o círculo de favoritos e colocar-se em posição de nos baralhar as contas! Não cederemos! Somos um grupo unido, não há cá individualidades (se não contarmos com os nosso alter-egos, duplas e triplas personalidades e esquizofrenias de bolso)!
A causa trissómica terá agora um rearranque! Seremos uma equipa de ataque! Apelo à intervenção mais constante do único peso-pesado (O Gordo!), para que possamos recuperar alguma da maturidade fundamental neste longo percurso que terá como final o apuramento para o pódio! E como eu gosto de troféus!;) A esse regresso, daremos outras garantias com o sempre acréscimo substancial de classe, qualidade e jogo adulto dos restantes!
A abordagem a esta modesta mas não insignificante competição, vai processar-se num ambiente do mais vincado optimismo. E não serão as contigências que nos rodeiam no nosso dia-a-dia (inferioridade númerica por vezes, défice mental e físico - a vulgar tendinite) ou menoridades exibicionais aqui postadas por esta nossa Selecção que nos irá travar!
Erros serão cometidos! Mas só pedimos uma arbitragem justa e imparcial! Quanto ao resto, daremos a volta e faremos o que temos de fazer. Os níveis de motivação estão no alto e os índices anímicos também! Seremos serenos, concentrados e astutos no plano técnico-táctico, porque quem não souber abordar este jogo arrisca-se a sair da competição sem glória e pela porta pequena!
Pensemos post a post! Recomenda-se arte e engenho e sangue frio na concretização! E que isso não nos impeça de elevar a fasquia, louvar a fartura de posts, domesticar os comentários e, sem concessões, tentar a goleada!
A vitória já é nossa!;)
OK, GO AGAIN

A mesma iniciativa prolonga-se... o ginásio já está reservado!
OK, GO

Não, não é pela música. É pela capacidade inventiva na feitura de um videoclip que se alcança o sucesso. A complexa coreografia foi criada pela irmã do vocalista e procura-se, desde já, quem tome o seu lugar e se junte aqui aos três contributores deste blog para recriarmos tão magnifíco momento num só take!
Inscrevam-se, pois aguardam-nos exaustivas audições...
Spin - Giró-disco, toca diferente!

Procuro a minha curta preferida que vi na 2, no programa do género, sobre um olhar entre um casal numa viagem de metro que, devido aos medos citadinos, tão comuns nas grandes cidades, aliada a uma paranóia deliciosa e, enfim... porque ambos se deslocavam para o mesmo local, desencadeia uma perseguição stalkeriana de proporções desmedidas.. quem conhecer, que ajude!

Entretanto, entretenham-se com o que Beck há muito pregava: "Two turntables and a microphone", neste caso "Two turntables and a time machine"! Ah... e God is a DJ!:)

Quem quiser saber mais... http://www.doubleedgefilms.com/

O génio da literatura


Parece estranho olhar para ele e nunca nos determos na singularidade da sua expressão, como se ele estivesse sempre a olhar para nós e, no entanto , estivesse a focar outro ponto, em algo que ninguém mais veria, ou se o visse, seria sempre de uma forma mais abreviada. Porque ele viu um século inteiro, escreveu a obra mais importante do séc. XX e, quando nos vemos adolescentes a pedi-lo na biblioteca, a funcionária franze o olho e repara em nós como excêntricos que o querem ler para desculpar a pretensão do que nunca viremos a ser, ou melhor, do que no fundo ela nunca quer que nós sejamos, porque afinal é um percurso penoso, um percurso para nenhum filho, mas que cabe a um e só um relatar a experiência fatídica e monótona de um século, o século dos funcionários.´
Nota: todos os meus textos de fim de noite são ponderados pela embriaguez, por isso, peço desculpa, ou não...

Wednesday, October 04, 2006

Ground (III)

Joseph Beuys - Tische

O Ground provoca a objectivação do sujeito e não a subjectivação do objecto.

Fim de noite

ler Handke: universo sem coordenadas; sobre A Mulher Canhota e outro, mais adiante...

Política

Bem sei que não tenho por hábito expor aqui as minhas opiniões políticas. Faço-o, sobretuto, porque não gosto de andar a mandar bitaites sobre aquilo que é a posição subalterna da política portuguesa em relação àquilo que se vai passando no mundo, e mais, não tenho por propósito fazer aqui de Saraiva, de Delgado ou de Pereira nem andar a comentar manobras ministeriais e parlamentares bem ao estilo de Clara Ferreira Alves com o seu ar de uma gravidade que anda nos antípodas do seu pensamento.
Há, no entanto, questões amplas que se me colocam e uma delas é perceber até que ponto a direita é séria quando defende a manutenção de determinados costumes ou valores quando é precisamente o seu ideário económico o principal responsável pela erosão desses mesmos valores. Talvez não seja uma questão de seriedade, nem poderemos apontar a Paulo Portas o defeito de ser estúpido, talvez, isso sim, o de ser hipócrita e cínico. Quanto à base social da direita em Portugal, essa reflexão ficará para outro dia.

Tuesday, October 03, 2006

Devoções

O meu amor a estas coisas fez-me andar a perder algum tempo a acrescentar links de editoras portuguesas e de alguns sites de escritores que fui encontrando. Quem quiser que acrescente...Abraço! E alguns posts também não fariam mal a ninguém.

Nota: Os escritores dos referidos sites encontram-se vivos porque como devem compreender é um pouco difícil havê-los de gajos que já estão mais do que mortos...apenas fisicamente, claro!
E aproveito a ocasião para homenagear João Gommer Vilaça cuja obra "Rodopios de um Fósforo Louco" marcou muito ao de leve a minha infância.
Façam-me só uma coisa, não sejam cretinos ao ponto de ir procurar o grande Gommer Vilaça no Google, s.f.f.!